2025 foi um ano de contradições e de respostas. O Pantanal seguiu sendo o bioma mais preservado do Brasil e também o que mais acelerou no desmatamento. Foi nesse cenário que trabalhamos: no campo, no legislativo, nas comunidades e no palco da COP30. Leia a carta do presidente Alexandre Bossi e veja o que fizemos e por que vale a pena continuar.
2025 E O PANTANAL
O Pantanal fechou 2025 como o bioma brasileiro mais preservado em cobertura vegetal –
mais de 80% – e, ao mesmo tempo, como o que mais acelerou no desmatamento nos
últimos três anos. Nosso trabalho foi moldado por essa contradição.
No campo, treinamos brigadas voluntárias de incêndio e realizamos o 1o Seminário
Internacional de Manejo Integrado do Fogo no Pantanal. Trouxemos práticas desenvolvidas
com equipes de combate a incêndios florestais em Portugal, e os resultados na prevenção
de grandes queimadas já começam a aparecer.
Iniciamos o “Caminhos das Nascentes”: mais de 100 mil mudas nativas plantadas, 358
hectares em recuperação na Bacia do Taquari, com recursos do Fundo Brasileiro de
Biodiversidade e parceria com diversas instituições e poder público. É nossa entrada mais
consistente no Cerrado da Bacia do Alto Paraguai até hoje.
O projeto “Águas que Falam” chegou a 20 comunidades em 9 municípios, instalou 3
sistemas de potabilização e garantiu água potável para mais de 900 pessoas. Outros 1.300
participaram de oficinas de educação ambiental. O Pantanal precisa de água. As
comunidades que vivem nele também.
No legislativo, contribuímos para a aprovação do Estatuto do Pantanal. Legislação
permanece depois que mandatos terminam – e é por isso que esse trabalho importa.
Produzimos notas técnicas, acompanhamos projetos de lei em nível estadual e federal,
participamos de conselhos e comitês estratégicos. Esse trabalho não aparece em foto de
campo. Mas é o que garante que o campo continue acontecendo.
Na COP30, em Belém, uma delegação de mais de 30 representantes levou o Pantanal para
o centro do debate climático global: mais de 10 painéis e ações culturais com artistas como
Ney Matogrosso e Lenine, que alcançam públicos que não estão em painéis técnicos. É o
resultado de um trabalho de advocacy que levamos adiante com paciência e consistência
ao longo dos últimos anos.
Participamos das audiências públicas em Poconé e Cáceres que integraram o processo de
ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense. Uma negociação que
acompanhamos desde 2017 e que, em 2025, avançou de forma concreta. Mais proteção
para uma das áreas de biodiversidade mais estratégicas do bioma.
2025 também marcou o encerramento de uma fase na liderança do Instituto. Leonardo
Gomes deixou a direção executiva com uma organização mais sólida do que encontrou. O
processo de escolha de uma nova liderança está em curso, e 2026 será o ano dessa
chegada – mais um passo no amadurecimento de uma instituição que aprendeu a ser
maior do que qualquer pessoa.
Que esse relatório mostre não apenas o que fizemos, mas por que vale a pena continuar.
Alexandre Bossi Presidente, SOS Pantanal
Continue acompanhando o SOS Pantanal
Em 2025, chegamos a 908 pessoas com água potável, treinamos mais de 700 brigadistas e contribuímos para a aprovação do Estatuto do Pantanal. Esse trabalho só é possível com o apoio de quem acredita na causa.
Doe para o Instituto SOS Pantanal e ajude a proteger o maior bioma úmido do mundo.






