O Instituto SOS Pantanal apresenta seu novo diretor executivo. Júlio César Sampaio assume o cargo em julho de 2026, depois de mais de 20 anos de atuação em gestão socioambiental na América Latina, por organizações como CIFOR-ICRAF, WWF-Brasil e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. Ele chega para dar continuidade aos 17 anos de trabalho do Instituto no bioma.
Leia a carta de apresentação do novo diretor executivo.
Aos parceiros, apoiadores e colaboradores do Instituto SOS Pantanal,
Assumo a direção executiva do Instituto SOS Pantanal em um momento que pede clareza sobre prioridades. O Pantanal é hoje o bioma mais preservado do Brasil e, ao mesmo tempo, o que mais perdeu superfície de água nas últimas décadas. É nesse contexto que começo.
Chego depois de mais de 20 anos atuando na interseção entre biodiversidade, clima e desenvolvimento territorial na América Latina. Passei por organizações como CIFOR-ICRAF, WWF-Brasil, a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, a GIZ e o The Palladium Group, coordenando portfólios financiados por doadores como GEF, GCF, IKI e União Europeia, e liderando equipes multidisciplinares em diferentes países da região. Esse histórico me deu prática em algo que considero central para o momento do SOS Pantanal: articulação institucional de alto nível, governança e gestão de recursos em escala, sem perder coerência entre ciência, política pública e o que acontece no campo.
Esse conhecimento técnico não substitui o que o Instituto já construiu. Ele se soma a uma trajetória de 17 anos de atuação no bioma, organizada em torno de três frentes que considero bem definidas: prevenção e combate a incêndios florestais, conservação e restauração socioambiental, e governança e segurança hídrica, sustentadas por conhecimento técnico, políticas públicas e engajamento social. Chego para dar continuidade a esse trabalho, não para recomeçá-lo.
O Pantanal não é só um bioma que acompanho. É uma paisagem que aprendi a respeitar de fora para dentro, na urgência de quem vê o fogo avançar todo ano e na complexidade de quem depende da terra para viver. O SOS Pantanal já construiu essa proximidade com quem está no território. O que pretendo trazer é reforço em outra camada: mais capacidade de advocacy e articulação institucional para que essa relação com os pantaneiros e povos que vivem no Pantanal, se traduza em política pública e resultado concreto.
Leonardo Gomes deixou a direção executiva com uma organização mais sólida do que encontrou. Esse é o padrão que herdo e que pretendo manter.
Os próximos passos seguem essa mesma lógica: dar continuidade ao trabalho de campo nas brigadas e na restauração, fortalecer a segurança hídrica das comunidades pantaneiras e manter a presença do Instituto onde políticas públicas para o bioma são discutidas e decididas. Esse trabalho não aparece em foto de campo todos os dias. Mas é o que garante que o campo continue acontecendo.
Que esta chegada seja lida não como o início de algo novo, mas como a continuidade de um compromisso que segue maior do que qualquer gestão.
Júlio César Sampaio
Diretor Executivo, Instituto SOS Pantanal




